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sábado, novembro 15, 2008

Preparação para o parto - tempo de parar

Saiu este mês na revista Pais & Filhos (edição de Novembro) um excelente artigo sobre preparação para o parto, artigo no qual dei o meu contributo, assim como as doulas Catarina Pardal e Sónia Sousa.


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quarta-feira, maio 14, 2008

Parto Orgásmico

Mostra paralela ao Festival Caminhos do Cinema Português
Entrada grátis

Esta mostra de filmes sobre a experiência do parto vai buscar o seu título a um dos filmes em exibição. Serão apresentados filmes dos Países Baixos, EUA, Rússia, Guatemala, México, Argentina, Brasil e Espanha. O que os une é a forma como nos apresentam partos naturais em que o poder é restituído à mulher, não sendo este seu ritual de passagem mediado por máquinas ou drogas. As únicas drogas presentes são as hormonas naturais. [“The same pleasurable stimuli triggered during sex, can also be released during birth.” Debra Pascali-Bonaro, em http://www.orgasmicbirth.com/].

Fica o convite para entrar nesta viagem pela intimidade de vários nascimentos e por diferentes modelos de cuidado perinatal, que seguramente o levará a reexaminar a forma como se vive o parto em Portugal.

As sessões de filmes são seguidas de palestras sobre diversos temas à volta da questão do parto e debates.

Local da mostra:

Festival Caminhos do Cinema Português
Mini-auditório do Edifício AAC (Associação Académica de Coimbra)
Rua Padre António Vieira
3000-315 Coimbra

Data e hora da mostra:

De 22 de Maio a 25 de Maio - Das 10h às 13h30

Programa


22 de Maio 10h

Mary Zwart - Abertura oficial da mostra de filmes “Parto Orgásmico”

1. Parir acompanhadas!/Dando à Luz - HumPar/53’’-Argentina/Espanhol/Legenda Português

2. Birth into being: The Russian Waterbirth Experience/ Elena Tonetti-Vladimirova (produtor)/2007[re-edição de Novy Svet, 1999]-28’Russia/Inglês

3. Born in Water: a sacred journey/Jennifer Gallardo & Ana Carpio/2001/33’-Guatemala e EUA/Inglês

INTERVALO – 5 minutos

4. Em posição de escolher!/ Dando à Luz - HumPar/1’13’’-Argentina/Espanhol/Legenda Português

5. De parto/Mariona Ortiz & Anna Masllorens/2006/53’-Espanha/Espanhol

Colóquio 12h/13h30

12h - Ana Raposeira e Cristina da Silva - "O papel da Doula no apoio à maternidade"

12h15 - António Ferreira – “Parto na água em Portugal”


23 Maio 10h

Especial Profissionais de Saúde (mas também para público geral)

6. Por tu bien/Icíar Bollaín/2004/3’-Espanha/Espanhol/Legenda Português

7. An inspired beginning: a film portrait of the Midwifery School Amsterdam/ Roel Van Dalen/1996/48’-Países Baixos/ Holandês/ Legendas: inglês

INTERVALO – 12 minutos

8. Só 3 ou 4 minutos.../ Dando à Luz - HumPar/32’’-Argentina /Espanhol/Legenda Português

9. Gentle Birth Choices/Barbara Harper/1993/46’-EUA/Inglês

Colóquio 12h/13h30

12h - Mary Zwart – “Models of care and EU directives for midwives”

12h30 - António Ferreira – “Parto domiciliar versus parto hospitalar”



24 de Maio 10h

10. Orgasmic Birth/Debra Pascali-Bonaro/2008/87’-EUA/Inglês/ Legendas português

Palestra 12h/13h30 - “Parto e Erotismo” com Ricardo Jones e Zeza Jones



25 de Maio 10h


11. Sem pressa!/ Dando à Luz - HumPar/36’’-Argentina/Espanhol/Legenda Português

12. Grávida!!: Informação sobre gestação e parto em língua gestual holandesa/Anna Hiddinga/2002/53’-Países Baixos/Língua gestual holandesa com legendas em holandês/ tradução directa em português e em língua gestual portuguesa

13. Video in the delivery room/Saskia Van Rees/1999/15’-Países Baixos/Inglês

INTERVALO – 10 minutos

14. Birth Day/Frank Ferrel (produtor)/2007/11’-México/Português (dobrado)

15. Proximidade e Cuidado/Clarissa Campolina & Sérgio Borges/2005/17’-Brasil/Português

Colóquio 12h/13h30

12h/12h30 - Mary Zwart – “Informed choice, informed consent”

12h30/13h30 - Debate Final



Palestrantes

Ana Raposeira, 38 anos, mãe de 2 meninas. Trabalha na área de apoio a famílias desde 2004, como Conselheira de aleitamento materno da linha SOS Amamentação e como Doula de acompanhamento durante a gravidez e o parto. É membro da direcção da Associação Doulas de Portugal e delegada distrital de Leiria da HumPar - Associação Portuguesa pela Humanização do Parto. Participa em palestras, eventos e acções de formação na área da maternidade e amamentação.


António Ferreira, 45 anos. Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica. Membro do Comité Nacional para o Aleitamento Materno. Activista da Humanização do Nascimento e parto humanizado, responsável pela área de enfermagem da HumPar.





Cristina da Silva, 32 anos, mãe de 1 menino. Acompanha mulheres na gravidez e parto desde finais de 2006. É membro da direcção da Associação Doulas de Portugal e delegada distrital de Coimbra da HumPar - Associação Portuguesa de Humanização do Parto. É autora do blog "Sobre(viver) a Cesariana"(http://sobcesaria.blogspot.com), colabora no blog da Associação Doulas de Portugal (http://doulasdeportugal.blogspot.com) e modera um fórum de apoio direccionado especialmente para mulheres submetidas à cesariana e grávidas.


Mary Zwart, Parteira desde 1969, formada pela Escola de Parteiras de Amesterdão. Estudos avançados: enfermagem, epidemiologia, formadora de parteiras. Envolvida na reintrodução do modelo de cuidado de parteiras nos EUA, em países da América Latina e em países membros e candidatos a membros da UE. Professora, oradora internacional e autora de inúmeros artigos em publicações e organizações internacionais sobre o modelo de cuidado de parteiras. Membro de KNOV (Organização Real das Parteiras Holandesas), ENCA (European Network of Consumers and Childbirthorganisations), MBFI (MotherBabyfriendly Initiative) e Fórum do Cuidado Primário da UE.

Neusa Berlese Oliveira Jones, Enfª, Enfermeira Obstetra. Filiado à ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento. Membro de equipe de parto domiciliar e hospitalar. Enfermeira do Hospital Presidente Vargas - Porto Alegre. Membro da ANDO - Associação Nacional de Doulas. Professora convidada dos cursos de formação de enfermeiras obstetras - ESP/UFRGS - RS.



Ricardo Herbert Jones, MD, Ginecologista - Obstetra - Homeopata. Filiado à ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento. Membro da HumPar - Associação Portuguesa pela Humanização do Parto. Consultor da ANDO - Associação Nacional de Doulas. Representante do IMBCO para o Brasil - International Motherbaby Childbirth Organization. Membro do Intituto Jean Bergés de Psicanálise e Medicina. Professor convidado dos cursos de capacitação de doulas da ANDO - Brasil.

segunda-feira, março 24, 2008

Associação de Doulas de Portugal na Praça da Alegria

A Associação Doulas de Portugal vai estar presente na emissão da Praça da Alegria na RTP1, quinta-feira dia 27 de Março e será representada pelas Doulas Bárbara Yu, Cristina Silva e Rosa Maria. O tema será a humanização do nascimento e o papel da Doula na assistência não médica na gravidez e no parto.


P.S. Como a doula Magda Costa do Porto tem disponibilidade de ir vai ela :)

sábado, outubro 20, 2007

Parto Humanizado

Uma belíssima reflexão de Ricardo Jones, MD pode ser lida aqui.

O Dr. Ricardo Herbert Jones é médico ginecologista, obstetra e homeopata em Porto Alegre, RS, no Brasil, onde já atendeu a mais de 1500 partos em 17 anos de profissão. Adepto do parto natural e um grande entusiasta do parto humanizado, é também um dos líderes mundiais na discussão sobre a melhoria da qualidade no atendimento às parturientes. É membro da Rehuna, consultor médico das Doulas do Brasil e do grupo Amigas do Parto. É também o coordenador para a área médica da HumPar - Associação Portuguesa pela Humanização do Parto e um grande amigo e apoiante das Doulas de Portugal, sendo um valioso participante na lista de discussão. Trabalha há vários anos em parceria com a doula Cristina Balzano e com sua esposa, a enfermeira obstetra Neusa Jones.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Aleitamento Materno - uma forma de salvar vidas

Hoje no Sociedade Civil, programa emitido em directo na 2: por volta das 14h, vai abordar-se o tema “Aleitamento Materno: uma forma de salvar vidas”.

16% das mortes de recém-nascidos podem ser evitadas através da amamentação dos bebés desde o primeiro dia de vida, revela um estudo recentemente publicado na revista científica Pediatrics. Na Semana do Aleitamento Materno que hoje começa vamos explicar quais as vantagens de amamentar: os nutrientes que o leite materno possui, contra que doenças pode proteger o bebé, de que forma reforça o vínculo com a mãe? Com os melhores especialistas dos parceiros do Sociedade Civil, vamos perceber que implicações este gesto tem no desenvolvimento e crescimento das crianças.

Convidados:

Ana Raposeira
Doula, representante da Associação Doulas de Portugal e voluntária do SOS Amamentação

Alexandra Bento
Presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas

António Gomes
Médico Pediatra

Lúcia Leite
Presidente da Comissão especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia


Rubrica Doulas de Portugal - Ana Raposeira
A rubrica desta segunda-feira, a rubrica Doulas de Portugal visa informar os nossos telespectadores sobre o que são as Doulas de Portugal e que actividades promovem.

Semana Mundial do Aleitamento Materno


Decorre de 8 a 14 de Outubro a Semana Mundial do Aleitamento Materno. O programa está disponível em: http://www.mamamater.eu/SMAM07.pdf

sábado, setembro 08, 2007

Resgatando o parto natural
29 de Setembro de 2007 pelas 14h30m
Tao centro de yoga e bem-estar - Figueira da Foz
Inscrições até 26 de Setembro

Os desenvolvimentos que foram acontecendo, em especial a partir da segunda metade do século passado e em particular na área da saúde, e que nos acompanham na actualidade, têm sido colocados à disposição do ser humano no sentido de dar respostas a algumas das suas necessidades. Verifica-se contudo que todos estes recursos têm vindo a ser utilizados de forma indiscriminada, traduzindo muitas das vezes modificações do comportamento humano. O parto tem sido dos exemplos mais paradigmáticos do quanto o recurso à tecnologia e ao medicamento foi modificado na sua essência. De um processo natural e humano, foi transformado em processo patológico que necessita de internamentos, medicamentos e actos médicos complicadíssimos.O resgate do parto como evento natural e humano impõe-se hoje à alternativa do parto medicalizado e intervencionado no sentido de devolver à mulher o protagonismo deste evento e o poder do momento.

Objectivos do workshop:
  • Conhecer as diferentes perspectivas do parto nos nossos dias;
  • Obter informações sobre o parto nos nossos dias;
  • Conhecer quais as ajudas que se pode ter na assistência ao parto;
  • Conhecer as vantagens para a mulher, família e sociedade do parto natural;
  • Desmistificar tabus e mitos sobre o parto;
  • Conhecer métodos de alívio da dor no parto natural;
  • Conhecer diferentes formas de parir no parto natural;

Intervenientes:

Aleksandra Berg
Antropóloga da Cultura especializada em Antropologia da Saúde e Doula da Associação de Doulas de Portugal. Ainda durante os estudos integrei a equipa do European Environment Centre, em Varsóvia, ONG dedicada à sensibilização ambiental a nível europeu. Em 2001, numa parceria com a associação Quercus, viajo para Portugal e desenvolvo o projecto de voluntariado europeu "Pensam que é por milagre – Usos da Natureza na Cultura Popular das Beiras”. Fui bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) no projecto de investigação "Vivências de Saúde e Bem-Estar" na Universidade Aberta, que incidiu sobre os hábitos de vida e suas implicações na saúde.

António Manuel Rodrigues Ferreira
Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica a trabalhar no Bloco de Partos de uma Maternidade Central e, como Professor convidado, no Instituto Superior Jean Piaget de Viseu na Escola Superior de Saúde. Mestrado em Ciências da Enfermagem, Pós-graduação em Pedagogia da Saúde, Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde, Formação de Formador, Formação/Formador em Aleitamento Materno.

Cristina Silva
Doula da Associação de Doulas de Portugal. Delegada distrital da Humpar (Associação Portuguesa de Humanização do Parto) do distrito de Coimbra. Fez formação de Doula pela Associação de Doulas de Portugal e pela DONA International (Doulas of North América). Como Doula oferece apoio emocional, informativo e físico a mulheres na gravidez, parto e no pós-parto. É autora do blog “Sobre(viver) a Cesariana” (http://sobcesaria.blogspot.com/) que trata de questões sobre humanização do nascimento e colabora no blog da Associação de Doulas de Portugal (http://doulasdeportugal.blogspot.com/). Criou um fórum de apoio direccionado especialmente para mulheres submetidas à cesariana e grávidas. É mãe de um menino com 2 anos e é engenheira civil de formação académica.

Mary Zwart
Parteira Holandesa. Graduada pela "Amsterdam Midwifery School" em 1969. Recebeu formação de enfermagem no Leiden Academic Hospital. Exerceu a profissão de forma liberal de 1973 até 1996. Desde 2000 que participa num movimento pela humanização do nascimento no Brazil. É fundadora da European Perinatal School assim como é membro da European Network of Consumers and Childbirth Educators and the Coalition for Improving Materity Services. Mary gosta de ensinar obstetrícia internacionalmente e recentemente voltou a exercer a profissão de parteira. Tem uma filha e gosta de colecionar objectos obstétricos.

Para inscrições:
Tao centro de Yoga e bem-estar
Pr. General Freire de Andrade (Praça Velha) 20 1º
São Julião - Figueira da Foz
telefone: 91 423 80 10
email: tao.centro@gmail.com
Preço por pessoa: 25 euros
Preço por casal: 40 euros

segunda-feira, abril 09, 2007

O meu próximo livro...

tem esta frase:

"O parto é um momento muito doloroso. Felizmente, a mulher segura amão do homem. Assim, ele não sofre tanto"

Pierre Desproges
in "Ser Pai, Hoje"
Leonor Falé Balancho
Editorial Presença

Foi assim que me despertaram a vontade de comprar este livro. Linda a frase, não?

sábado, fevereiro 10, 2007

Hoje...

Estive no Workshop do Pano em Pombal organizado pela minha querida Zélia. Foi tão bom rever-te... :)
Levei comigo o Alexandre que estava na sua máxima potência, um rapaz muito sossegado hehehe!!! - leia-se traquinas e mexido à força toda ;)
Apesar de ter sido breve, fiquei feliz por te rever, já não estávamos juntas desde o congresso da HUMPAR

O Workshop consistiu em:
  • explicação sobre o pano em si
  • textura e cores, tecelagem
  • como surgiu
  • os benefícios do seu uso
  • experiência pessoal da Zélia com o seu filho
  • distribuição de fotocópias
  • demonstração dos vários nós
Quem puder vá ao de Loures no dia 18 de Março. Mais informações no Clube do Pano.
Não há comparação entre um marsupio e um pano e falo por experiência própria e muito menos de uma criança ao colo e de outra sempre deitada no carrinho, baby coq ou espreguiçadeira... os nossos bebés merecem ser mimados e merecem estar ao colo da mamã, pois é aí que se sentem mais protegidos e mais felizes :)

Para quem ainda não conhece o pano nem os seus benefícios, deixo aqui um pequeno texto sobre o "womb with a view"

Inspirado nos porta-bebés existentes no mundo inteiro desde o início da humanidade, o pano porta bebés foi criado para ajudar as mães modernas a tomarem conta dos seus filhos, não deixando por isso de executar as suas tarefas diárias... e especialmente dar muito colo aos bebés... Tendo as mãos livres para carregar as compras, ou simplesmente para passear...

Servindo de útero externo, sendo que se acredita que um bebé necessita de pelo menos 9 meses para se habituar ao mundo exterior... apesar do choque inicial de sair para um mundo completamente diferente, ele continuará a sentir o bater do coração da mãe, o seu ritmo respiratório, o compasso do seu caminhar... e estará ao mesmo tempo a receber os estímulos do mundo exterior de que necessita para um bom desenvolvimento, visto que tem participação activa na vida da mãe/pai... Este tipo de colo, ajudará o bebé a criar um elo forte de ligação com a mãe/pai, que o ajudará no futuro nas suas outras relações humanas.
Para além dos benefícios psicológicos, visto que o bebé não chora tanto, por estar mais próximo da mãe que o poderá prontamente atender, está mais tempo no estado calmo de alerta, estado em que está provado pelos especialistas, como por exemplo, Dr William Sears (pediatra de renome, americano), que os bebés mais aprendem!

Também, desenvolve mais rapidamente o equilibrio, por estar constantemente a ajustar-se aos movimentos que a mãe faz enquanto anda, sobe ou desce escadas... se baixa...
O posicionamento correcto das pernas, flectidas contra a mãe, pode prevenir a displasia da anca, assim como o facto de não passar todo o tempo deitado, previne a plagiocefalia posicional (achatamento da cabeça);
Está provado que o carregar o seu filho junto de si, estímula a prolactina!!!

Existem inúmeras vantagens para a mãe e para o bebé...
Por isso foi criado o clube do pano, que nasceu nas Caldas da Rainha, para dar apoio e formação a mães e pais interessados em aderir a este tipo de colinho... pelo país fora...

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Workshop do Clube do Pano

Workshop em Pombal - 10 de Fevereiro 2007

Estão abertas as inscrições para Workshop do Clube do Pano a realizar no próximo dia 10 de Fevereiro de 2007, (duração de duas horas aproximadamente – conforme inscrições haverá um grupo de manhã e outro à tarde) no seguinte local:

ETAP – Escola Tecnológica, artística e profissional de Pombal
Ao lado da Expocentro (quando se sai na saída de pombal na auto estrada é seguir as indicações da Expocentro)

A formação inclui:
• Explicação sobre o pano em si – textura e cores, tecelagem
• Como surgiu,
• Os benefícios do seu uso,
• A importância do toque;
• Distribuição de fotocópias;
• Demonstração dos vários nós;
• Se concordarem, tirar foto de grupo das mães presentes;

Custo 10€ por participante

Inscrições e/ou mais informações aqui

quarta-feira, dezembro 13, 2006

sábado, dezembro 09, 2006

E...

depois da lista de apoio "Sobreviver à Cesariana" criei o blog :)




Convido-vos a visitar. Continuação de bom fim de semana... beijinhos :)

domingo, dezembro 03, 2006

Sobreviver à Cesariana...

Ando já há alguns dias com uma ideia e hoje resolvi colocá-la em prática :). Nada como o Post n.º 200 para vos contar a minha ideia:

Criei um grupo de apoio para mulheres que pariram por cesariana. Este grupo segue a mesma linha de pensamento do forum espanhol "apoyo a cesarias" da organização El parto es nuestro. Intitulei-o:

Sobreviver à Cesariana

Este grupo pretende oferecer apoio psicológico e informativo a mulheres que sofreram uma ou mais cesarianas. No grupo iremos partilhar experiências e informação, quais as indicações para uma cesariana, riscos de uma cesariana para a mãe e para o feto, amamentação após uma cesariana, recuperação pós-parto, parto vaginal após cesariana (VBAC). Mulheres grávidas ou mulheres que pretendam obter mais informação sobre cesarianas serão benvindas.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Movimento Internacional Não Deixe o Seu Bebé Chorando !

Recebi isto por email e resolvi partilhar com vocês (é um pouco longo...):


MOVIMENTO INTERNACIONAL NÃO DEIXE O SEU BEBÊ CHORANDO !

Homens e Mulheres, pesquisadores e profissionais de saúde que trabalhamos em distintos campos da vida e do conhecimento, mãe e pais preocupados com o mundo em que nossos filhos e filhas vão crescer, cremos que é muito necessário nos manifestarmos.

Concordamos que é frequente que os bebês de nossa sociedade ocidental chorem, porém não é certo que "seja normal". Os bebês choram sempre por algo que lhes produz mal estar: sono, medo, fome, frio, calor... além disso, da falta de contato físico com sua mãe ou outras pessoas do seu entorno afetivo.

O choro é o único mecanismo que os lactentes tem para nos comunicar sua sensação de mal estar, seja qual for a razão do mesmo; nas suas expectativas, no seu continuum filogenético não está previsto que este choro não seja atendido, pois não tem outro meio de avisar sobre o mal estar que sentem nem podem por si mesmos tomar as medidas resolve-lo.

O corpo do recém nascido está desenhado para ter o seio materno tanto quanto necessita, para sobreviver e para sentir-se bem: alimento, calor, apego; por esta razão não tem noção da espera, já que estando no lugar que lhe corresponde, tem a seu alcance tudo que necessita; o bebê criado no corpo a corpo com a mãe desconhece a sensação de necessidade, de fome, de frio, de solidão, e não chora nunca. Como afirma a norte-americana Jean Liedloff, na sua obra The Continuum Concept, o lugar do bebê não é no berço, na cama, e nem no bebê-conforto, senão no colo materno.

Isto é o melhor durante o primeiro ano de vida; e nos dois primeiros anos de forma quase exclusiva (por isto a antiga famosa "quarentena" das recém paridas). Depois, os colos de outros corpos de familiares podem ser substitutos por alguns momentos. O próprio desenvolvimento do bebê indica o fim do período simbiótico: quando se chega a determinados graus de desenvolvimento neuro-psico- motor e o bebê começa a sentar, depois a engatinhar e por fim a andar. Ou seja, pouco a pouco vai tornando-se autônomo e a desfazer este estado simbiótico.

A verdade é óbvia, simples e evidente.
O lactente toma o leite materno idôneo para seu sistema digestivo e além disso pode regular sua composição com a duração das mamadas, com a qual é criado no peito de sua mãe sem ter uma série de problemas infecciosos, alérgicos...

Quando chora e não se atende, chora com mais e mais desespero porque está sofrendo. Há psicólogos que asseguram que quando se deixa de atender o choro de um bebê depois de três minutos, algo profundo se quebra na integridade deles, assim como na confiança em seu entorno.

Os pais, ainda que sejam educados na crença de que "é normal que os bebês chorem" e que "há que deixá-los chorar para que se acostumem", e por isto estamos especialmente insensibilizados para que seu pranto não nos afecte, as vezes não somos capazes de tolera-lo. Como é natural, se estamos um pouco perto deles, sentimos seu desespero e o sentimos com nosso sofrimento. Revolvem nossas entranhas e não podemos consentir com a sua dor. Não estamos de todo deshumanizados. Por isto os métodos condutistas propõem ir pouco a pouco, para cada dia agüentar um pouquinho mais este sofrimento mútuo. Isto tem um nome comum, que é a "administração da tortura", pois é uma verdadeiro suplício que infligimos aos bebês quando fazemos isto, e também a nós mesmos, por mais que estas sejam normas de alguns pedagogos e pediatras.

Vários pesquisadores americanos e canadenses (biólogos, neurologistas, psiquiatras, etc.), na década de 90, realizaram diferentes investigações de grande importância em relação a etapa primal da vida humana; demonstraram que o contato pele a pele, do bebê com sua mãe e demais familiares mais chegados, produz moduladores químicos necessários para a formação de neurônios e do sistema imunológico; em fim, que a carência de afeto corporal transtorna o desenvolvimento normal das criaturas humanas. Por isto os bebês, quando os deixamos dormir sozinhos em seus berços, choram reclamando o que por sua natureza lhes pertence.

No Ocidente se criou nos últimos 50 anos uma cultura e uns hábitos, impulsionados pelas multinacionais, que elimina este corpo a corpo da mãe com a criança e deshumaniza o cuidado: ao substituir a pele pelo plástico e o leite materno por um leite artificial, se separa mais e mais a criatura de sua mãe. Inclusive se fabrica modelos de "walkyes talkys" (babás eletrônicas) especiais para escutar o bebê de habitações distantes das dos pais. O desenvolvimento industrial e tecnológico não se coloca a serviço das nossas crias, chegando a robotização das funções maternas a extremos inimagináveis.

Simultaneamente a esta "puericultura moderna", se medicaliza cada vez mais a maternidade; o que tenderia a ser uma etapa prazerosa de nossa vida sexual, se converte em uma penosa enfermidade. Entregues aos protocolos médicos, as mulheres adormecem a sensibilidade e o contato com seus corpos, e se perde uma parte de sua sexualidade: o prazer da gestação, do parto e da extero-gestaçã o – o colo e a amamentação. Paralelamente as mulheres decidiram pelo mundo do trabalho e profissional masculino, feito pelos homens e para os homens, e que portanto exclui a maternidade; por isto a maternidade na sociedade industrializada ficou encerrada no âmbito do doméstico e do privado. Contudo, durante milênios a mulher realizou suas tarefas e suas atividades com seus filhos pendurados a seus corpos, como todavia ocorre nas sociedades ainda não ocidentalizadas. A imagem da mulher com seus filhos deve voltar aos cenários públicos, aos locais de trabalho sob pena de comprometer o futuro do desenvolvimento humano.

A curto prazo parece que o modelo de criação robotizado não é daninho, que não é nada demais, que as crianças sobreviverão; porém pesquisadores como Dr. Michel Odent (1999 - .primal-health.org ), apoiando-se em diversos estudos epidemiológicos, tem demonstrado a relação direta entre diferentes aspectos desta robotização e doenças na idade adulta. Por outro lado, a violência crescente em todos os âmbitos tanto públicos como privados, como tem demonstrado a psicóloga suiço-alemã Alice Miller (1980) e do neurofisiólogo americano James W. Prescott (1975), por citar somente dois nomes, também procede do mal trato e da falta de prazer corporal na primeira etapa da vida humana. Também há estudos que demonstram a correlação entre a dependência às drogas e os transtornos mentais, com agressões e abandonos sofridos na etapa primal. Por isto os bebês choram quando sente falta do que lhes tiraram; eles sabem o que necessitam, o que lhes corresponderia neste momento de suas vidas.

Deveríamos sentir um profundo respeito e reconhecimento ao choro dos bebês, e pensar humildemente que não choram porque sim, ou muito menos, porque são "manhosos"... Elas e eles nos ensinam o que estamos fazendo de incorreto.

Também deveríamos reconhecer o que sentimos em nossas entranhas quando um bebê chora; porque podem confundir a mente, porém é mais difícil confundir a percepção visceral – nossos instintos. O local do bebê é o nosso colo: nesta questão, o bebê e nossos instintos estão de acordo, e ambos tem suas razões.

Não é certo que dormir com os nossos filhos ("co-lecho") seja um fator de risco para o fenômeno conhecido como Síndrome da Morte Súbita. Segundo The Foundation for the Study of Infant Deaths, a maioria dos falecimentos por "morte súbita" se produz quando os lactentes estão no seu berço. Estatisticamente, portanto, é mais seguro para o bebê dormir na cama com seus pais que dormirem sozinhos (Angel Alvarez – .primal.es).


Por tudo que expomos, queremos expressar nossa grande preocupação com a difusão do método proposto pelo neurólogo E. Estivill em seu livro Duérmete Niño ou na edição em português: NANA NENÊ (baseado por sua vez no método Ferber divulgado nos EUA), para fomentar e exercitar a tolerância dos pais ao choro de seus bebês; se trata de um condutismo especialmente radical e evidentemente nocivo, tendo em conta que o bebê está ainda em uma etapa de formação. Não é um método para tratar os transtornos do sono, como se apresenta, senão para submeter a vida humana em sua mais tenra idade. As gravíssimas conseqüências deste método, tem começado a aparecer.

Necessitamos de uma cultura e uma ciência para uma educação de nossos filhos que seja compatível com a natureza humana, porque não somos robôs, senão mamíferos que sentimos e sofremos quando nos falta o contato físico com aqueles que amamos. Para contribuir com este movimento, para que teu filho ou tua filha deixe de sofrer já, e se sentes mal quando escutas chorar o seu bebê, atenda-o, pegue-o em seus braços para entender o que ele está solicitando; possivelmente seja só isto o que ele queira e necessita, o contacto com o seu corpo. Não o negues.

Quando um recém nascido aprende em um berçario que é inútil gritar... Está sofrendo sua primeira experiência de submissão e abandono.
Michel Odent

Existem bons livros no mercado que vão de encontro com esta linha de pensamentos. Gostaria de sugerir um que tenho andado a ler da antropóloga Sheila Kitzinger intitulado "Porque chora o meu bebé?" da Porto Editora, ISBN 978-972-0-06244-4. Este livro é fabuloso, é baseado num estudo feito a 1400 mulheres, com algumas passagens da propria experiência de maternidade da autora. Leiam, vão ver que não se arrependem :)
E para finalizar, deixo-vos com uma foto que tirei com a Sheila Kitzinger (invejem hehe!!!) no congresso. Esta mulher é imperdível, acreditem :)

quinta-feira, novembro 16, 2006

O congresso ...

Consegui recuperar as fotografias, a todos muito obrigada pela ajuda :)
Tenho andado a pensar sobre o que escrever mas nem tenho palavras para descrever o que senti nesses 3 dias. A oxitocina (ou hormona do amor como a initula o Michel Odent) inundou a sala do congresso, foi simplesmente fantástico poder fazer parte de um acontecimento destes, estar no meio de gente que acredita que parir e nascer pode ser maravilhoso...
Conheci gente fantástica, gente de coração bom, gente simpática que luta incansavelmente por um nascimento melhor, gente que apetece trazer para casa. Voltei com mais força e com mais vontade de fazer parte deste caminho e de participar ainda mais avidamente pela humanização do nascimento. Enriqueci a minha biblioteca e trouxe alguns DVD's de nascimentos para mostrar a quem tiver interesse em ver como o nsacimento é algo tão intenso como maravilhoso. Foi fantástico estar com aquelas entidades internacionais, a Naolí Vinaver ( parteira mexicana, uma mulher fabulosa, vulcânica), a Sheila Kitzinger, o Michel Odent, o Ric o "homem de Vidro" e da sua mulher a Zeza (com quem estive depois na formação), poder estar com o casal Torres da HUMPAR os mentores deste congresso e organizadores da formação DONA, da Robbie Davis-Floyd, de ouvir a realidade espanhola através da Francisca Fernandez do "El parto es nuestro", a parteira Mary Zwart e a Barbara Harper, a Debra pascali-Bonaro (formadora da DONA e com quem estive nesta fim de semana que passou) e tantos outros, ver maravilhosos vídeos de partos.... era capaz de ficar aqui a falar sobre o congresso dias... Infelizmente o psicólogo Eduardo Sá não pode vir uma vez que sofreu um acidente dias antes que o deixou impossibilitado de viajar.
Este congresso deu-me ainda mais a certeza que o modo como nascemos marca-nos para o resto das nossas vidas e que para a mãe o momento do parto é precioso é um momento que recordará a vida toda como se do dia anterior se tratasse e por isso é importante que esse momento seja respeitado acima de qualquer coisa, é importante devolver o protagonismo à mulher pois a ela pertence o parto, a sua visão do parto e os seus desejos devem ser respeitados independentemente do tipo de parto. Acima de tudo há que tornar o momento do parto como algo maravilhoso e positivo... estamos longe da realidade de alguns paises mas com a força que temos iremos conseguir :)
Deixo-vos com alguns momentos do congresso:



Fix You (2)
By Coldplay
BestVideoCodes.com

terça-feira, novembro 14, 2006

E Se Eu Quiser Desmamar O Meu Bebé?


©2000 Diane Wiessinger, MS, IBCLC 136 Ellis Hollow Creek Road Ithaca, NY 14850


Amamentar o seu filho nem que seja por um dia é a melhor prenda que poderá dar ao bebé. A amamentação é quase sempre a melhor escolha para o bebé. Mesmo se para já não parece ser a melhor solução para si estas directrizes poderão ajudar.

SE AMAMENTAR O BEBÉ DURANTE UNS DIAS ele receberá o seu colostro, ou primeiro leite. Ao fornecer os anticorpos e o alimento que o seu corpo novinho em folha espera a amamentação dá ao bebé a sua primeira – e mais fácil – "imunização" e ajuda o seu sistema digestivo a começar a funcionar sem sobressaltos. O bebé espera começar pela amamentação, que também ajudará o corpo da mãe a recuperar do parto. Levando em consideração quanto o bebé tem a ganhar e o pouco que a mãe tem a perder faz sentido amamentar ao menos por um dia ou dois, nem que tencione usar o biberão depois disso.

SE AMAMENTAR O BEBÉ DURANTE QUATRO A SEIS SEMANAS ter-lhe-á facilitado a passagem pela parte mais crítica da sua infância. Os recém-nascidos que não são amamentados têm mais hipóteses de adoecerem ou de serem hospitalizados e têm muito mais problemas digestivos do que os bebés que são amamentados. Ao fim de um período de 4 a 6 semanas deverá, também, já ter ultrapassado as suas próprias dúvidas quanto à amamentação. Marque, como objectivo sério, amamentar durante um mês, contacte La Leche ou um consultor certificado de lactação se tiver dúvidas, e estará numa melhor posição para decidir se está disposta a continuar com a amamentação.
SE AMAMENTAR O BEBÉ DURANTE 3 A 4 MESES o seu sistema digestivo terá amadurecido bastante e será bem mais capaz de tolerar as substâncias estranhas das formulas comerciais. No entanto, se existir um historial familiar de alergias, reduzirá fortemente o risco se esperar mais uns meses antes de adicionar seja o que for à sua dieta de leite materno. Dar apenas leite materno nos primeiros quatro meses dá uma protecção forte, durante um ano inteiro, contra infecções de ouvidos.
SE AMAMENTAR O BEBÉ DURANTE 6 MESES sem adicionar qualquer outra comida ou bebida ele terá menos hipóteses de sofrer, mais tarde, uma reacção alérgica às fórmulas ou outros alimentos; a Academia Americana de Pediatria recomenda esperar até cerca dos 6 meses antes de oferecer alimentos sólidos. A amamentação durante pelo menos 6 meses garante uma saúde melhor durante o primeiro ano de vida do bebé, reduz o risco de infecções de ouvidos e de cancros infantis do pequerrucho e reduz o seu próprio risco de cancro da mama. E uma amamentação exclusiva e frequente durante os 6 primeiros meses, caso o seu período não tenha voltado, fornece uma contracepção 98% eficaz.
SE AMAMENTAR O BEBÉ DURANTE 9 MESES tê-lo-á feito atravessar o mais rápido e importante desenvolvimento da sua mente e do seu corpo com o alimento que foi planeado para ele – o seu leite. Uma amamentação de pelo menos esta duração ajudará a garantir um melhor desempenho durante todo o seu período escolar. O desmame é bastante fácil nestas idades... mas a amamentação também o é! Se quer evitar o desmame tão cedo então deverá estar disponível para amamentar não só para o alimentar mas também para o confortar.
SE AMAMENTAR O BEBÉ DURANTE UM ANO pode evitar a despesa e o incómodo da fórmula. O seu corpo de um ano poderá provavelmente lidar com os alimentos do resto da família. Muitos dos benefícios para a saúde obtidos pela criança com este ano de amamentação durarão para o resto da sua vida. Terá, por exemplo, um sistema imunitário mais forte e menos probabilidades de precisar de terapia de ortodontia ou de fala. A Academia América de Pediatria recomenda a amamentação durante pelo menos um ano porque ajuda a garantir a nutrição normal e a saúde do seu bebé.
SE AMAMENTAR O SEU BEBÉ DURANTE 18 MESES terá continuado a fornecer a nutrição, o consolo e a protecção contra doenças que o seu bebé espera e isto num período durante o qual são vulgares as doenças em bebés alimentados a biberão. É muito provável que o seu bebé já esteja bem avançado em alimentos normais. Teve tempo para criar uma ligação forte consigo – um ponto de partida saudável para a sua independência crescente. Tem idade suficiente para que possam trabalhar juntos no processo de desmame, a um ritmo com que ele possa lidar. Um ex-Cirurgião Geral dos EUA disse: "é sortudo o bebé que... é amamentado até aos dois anos."
SE A SUA CRIANÇA SE DESMAMAR QUANDO ESTÁ PRONTA PARA ISSO poderá sentir-se confiante por ter satisfeito, de um modo muito normal e saudável, as necessidades físicas e emocionais do seu bebé. Nas culturas em que não há pressões para o desmame as crianças tendem a mamar durante pelo menos dois anos. A Organização Mundial de Saúde e a UNICEF encorajam, fortemente, a amamentação enquanto as crianças aprendem a andar: "O leite materno é uma fonte importante de energia e de proteínas e ajuda a proteger contra as doenças durante o segundo ano de vida da criança." A nossa biologia parece orientada para uma idade de desmame entre os 2 1/2 e os 7 anos e faz sentido construir os ossos das nossas crianças a partir do leite que foi planeado para elas. Enquanto continuar a amamentar o seu leite fornecerá anticorpos e outras substâncias protectoras e as famílias de crianças mais velhas que ainda mamam descobrem, muitas vezes, que as suas contas médicas são menores do que as dos vizinhos, e isto durante muitos anos. Pesquisas indicam que quanto mais tempo uma criança mamar maior é a sua inteligência. As mães que amamentam durante muito tempo têm, ainda, um menor risco de contrair cancro da mama. As crianças que mamaram durante muito tempo tendem a ser muito seguras e têm menos hipóteses de chuchar no dedo ou de andar com um cobertor. A amamentação poderá ajudar ambos a ultrapassar as lágrimas, birras e trambolhões da primeira infância e ajuda a garantir que quaisquer doenças serão menos sérias e mais fáceis de tratar. É uma ferramenta materna para todos os fins que nunca quererá que lhe falte! Não tenha medo de que a sua criança mame eternamente. Todas as crianças param por si mesmas, faça o que fizer, e há por aí muito mais crianças crescidinhas que ainda mamam do que poderia imaginar.

QUER AMAMENTE POR UM DIA OU POR VÁRIOS ANOS a decisão de amamentar o seu filho é algo de que nunca se arrependerá. E quando chegar a altura do desmame lembre-se de que é um grande passo para ambos. Se escolher desmamar o seu filho antes de ele estar pronto faça-o gradualmente e com amor.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Voltei do congresso...

mais completa, mais mulher, mais mãe...e muito mais feliz :)
Quando puder posto aqui imagens, videos e um pequeno texto que estou a fazer sobre o que por lá se passou.

Ah! tinha-me esquecido... voltei de lá com um pano lindíssimo em vários tons de azul (a fazerem lembrar o mar) que comprei à querida Zélia :) . Foi difícil de escolher um, uma vez que ela tem tantos e tão bonitos... visitem o clube do pano. Basta clicarem aqui

quinta-feira, novembro 02, 2006

Este fim de semana...

Vou crescer como ser humano, como mulher e como mãe...
Vou rever sorrisos que conheci e de que já tenho saudades e conhecer outros tantos lindos sorrisos.
Vou conhecer o "homem de vidro".
Vou comprar algo com que sonho há algum tempo... um bebé mãos livres hehe!!! ou seja, um pano, falarei sobre ele e nas suas potencialidades muito brevemente.
Vou participar na história da Humanização do Nascimento em Portugal...
Vou fazer tanta coisa em tão poucos dias... estou ansiosa e estou feliz!
Bom fim de semana amigos. Na minha volta contarei um pouco do que por lá se passou.

Entretanto, hoje na SIC notícias , jornal das 22h reportagem sobre parto humanizado com repetição no jornal das 00 h, com debate. Hoje ou amanhã na SIC generalista, reportagem reduzida sobre o parto humanizado e publicidade em rodapé do congresso. Não percam!!!



Softly
By Lamb
BestAudioCodes.com

terça-feira, outubro 31, 2006

Hoje estou...

Feliz, bem disposta, de pés a flutuar... nem me perguntem porquê que não sei. Ando a dormir pouco devido a um trabalho que ando a fazer e quero entregar o mais cedo possível e também porque não quero privar o Alexandre das brincadeiras e tempo com a mamã, o tempo lá fora não está por aí além (o céu está acinzentado) mas estou assim... feliz, contente com a vida :)

Sexta Feira lá rumo eu novamente a Lisboa, consegui baixar os níveis da mãezite aguda para mãezite (é uma doença que afecta milhões de mães eu diria até que estamos perante uma pandemia hehe!) e vou ao congresso. Eu tinha muita, mas mesmo muita vontade de ir mas o estar com o Alexandre falava sempre mais alto (isto porque vou fazer mais uma formação no fim de semana a seguir e estava a sentir-me um pouco culpada por estar a passar menos tempo com ele). Assim arranjei um meio termo, vai ser uma maratona mas é por uma boa causa :) vou e venho todos os dias...

Amor e Responsabilidade

Se alguém estiver interessado em ir e porque se está na recta final para o Congresso, cliquem aqui e inscrevam-se no grupo ou contactem a HUMPAR, a HUMPAR está a facilitar a ida de grupos a um preço acessível.

Não é preciso ter ou pensar em ter filhos ou ser entendido na matéria, basta ter interesse/vontade de saber como se nasce e se pode nascer e de contribuir para melhorar este nosso cantinho à beira mar plantado. Afinal... todos nascemos! (Chuva, desculpa o plágio mas realmente depois de te ler ficou difícil escrever diferente hehe!)

sexta-feira, outubro 27, 2006

O papel da Doula

O parto há alguns anos atrás era considerado como um acontecimento de mulheres e para mulheres. As mulheres tinham os seus filhos em casa, rodeadas das mães e/ou irmãs e outras mulheres que lhes prestavam o apoio emocional e físico, parteiras ou “curiosas” . Normalmente as “curiosas” eram mães de muitos filhos que apoiavam as parturientes a fazer nascer os seus bebés. Assim era no tempo de minha avó. Ela teve os filhos, todos em casa e todos foram amamentados até aos 2-3 anos. Nunca teve dúvidas se conseguiria ou não parir, se conseguiria ou não amamentar os seus filhos. Tinha um profundo conhecimento da sua sabedoria interior, conhecia a capacidade inata do seu corpo para a tarefa da maternidade. Entrou em trabalho de parto naturalmente, os trabalhos de parto e partos decorreram sempre sem pressas, sem adição de quaisquer agentes externos no seu corpo, tudo decorreu a seu tempo e ao sabor da vontade do corpo dela e do corpo dos seus bebés.

A transferência dos partos de casa para o hospital fez com que este cenário passasse a ser vivido apenas por uma pequena percentagem de mulheres. Para a grande maioria das mulheres o parto é visto como algo a suportar para “merecer” o prémio final que é ter um filho.

A sociedade moderna tratou de entranhar na mente da mulher que ela não é capaz de parir sozinha uma vez que o seu corpo não é perfeito e como tal deve submeter-se às rotinas hospitalares que, salvo raríssimas excepções, não trazem mais-valias para ela ou para o seu bebé, rotinas essas em que os profissionais de saúde acreditam profundamente para o parto ter um final feliz.

A sociedade tratou de afastar as mulheres da sua sabedoria interior. Os cenários de partos em intimidade e privacidade foram substituídos por salas estéreis e frias e por vozes de comando sobre o que a mulher deve ou não pode fazer durante o seu trabalho de parto e parto. O suporte emocional passou a ser quase inexistente com a transferência dos partos de casa para os hospitais.

Na década de 1970, John Kennell e Marshall Klauss realizaram um estudo em que provaram, através de seis experiências clínicas controladas, que a presença de uma pessoa de apoio ao parto, do sexo feminino, encurta o tempo do primeiro parto numa média de duas horas, diminui a hipótese de cesariana em 50 por cento, parto com fórceps em 40 por cento, diminui a necessidade de medicação para as dores e anestesia epidural em 60 por cento, ajuda o pai a participar com confiança e aumenta o sucesso na amamentação. [1] [3] [4]

Para designar as mulheres que sem aptidão profissional prestavam apoio no parto, no estudo efectuado por John Kennell e Marshall Klauss foi usado o termo doula.

A doula sobrepõe-se à frieza do ambiente hospitalar dando apoio emocional na gravidez, parto e pós-parto, escutando as dúvidas, anseios e medos da mulher e do seu companheiro durante o período maravilhoso que é a gestação, o parto e o pós-parto, não os deixando sem resposta, contribuindo para o reforço da confiança da grávida no seu próprio corpo, na sua capacidade inata de parir e amamentar o seu filho, tentando reaproximar a mulher da sua sabedoria interior.

Uma doula é alguém que, com ou sem experiência da maternidade, tem uma grande capacidade de amar o próximo (é principalmente de amor, segurança e confiança que a mulher que está para dar à luz precisa), está consciente da sua sabedoria interior, conhece o poder do corpo feminino, acredita na capacidade inata das mulheres parirem e tem vocação para apoiar outras mulheres nesta maravilhosa etapa que transformará para sempre as suas vidas.

A doula acima de tudo tem que saber escutar as necessidades da mulher grávida, procurando saber o que ela pretende com a sua gravidez e as suas expectativas em relação ao parto. Uma doula é uma amiga, alguém que independente das suas convicções presta apoio e aconselhamento sem nunca dizer não deves ou não podes mas apresentando informações de modo a apoiar nas opções que a grávida/casal queira tomar. A doula é alguém que sabe o que a mulher que está a parir quer ou precisa sem recurso a palavras. Ela tem um profundo conhecimento da mulher que acompanha, conhecimento este que vai adquirindo ao longo dos encontros que tem com ela e/ou com o seu companheiro durante a gravidez. A doula é uma mulher discreta no cenário do parto, é uma mulher que não interfere no processo de nascimento, não observa, está ali como uma mãe que presta apoio a um filho, está ali para satisfazer as necessidades básicas da mulher em trabalho de parto. A Doula não faz qualquer tipo de procedimento médico e portanto não substitui qualquer dos profissionais envolvidos na assistência ao parto.

A doula entra no espaço de uma parturiente, reage prontamente e está consciente das suas necessidades, disposição alterações e sentimentos calados. Não necessita de controlar nem abafar. Todas as grávidas deviam ter os benefícios de uma doula. A doula não prejudica o papel do pai do bebé. Realça-o e liberta-o para se dedicar à tarefa tão importante de amar a mãe. [3]

Tal como o Dr. John Kennel disse um dia, se um medicamento tivesse o mesmo efeito de uma doula seria contra a ética não o utilizar. [3]


[1] Apontamentos da Formação de Doulas
[2] Jones,R.(2004), Memórias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista
[3] Northrup, C.(2000), Corpo de Mulher Sabedoria de Mulher
[4] Odent, M.(2005), A Cesariana, Operação de Salvamento ou Indústria do Nascimento?
[5] http://www.doulasdeportugal.org/
[6] http://www.doulas.com.br/
[7] http://www.dona.org/
[8] www.doulas.info/publi.php
[9] http://www.paramanadoula.com/doula.php




Gorecki
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