Lilypie - Memorial

Lilypie - Kids Birthday

...

quinta-feira, Julho 17, 2014

4 meses, 3 semanas e 4 dias...

Conto os teus dias da mesma forma como se estivesses aqui, connosco. Estás quase quase a completar mais um mesiversário fofinha. Estás, mês após mês, a tornar-te uma menina e deves estar tão linda lá no sítio onde os anjos como tu moram. Não há dia que não imagine como seria se estivesses connosco, imagino o teu sorriso, os teus olhos, a tua carinha... como ficarias a dormir (e se dormirias ehehehe), se serias parecida ao teu mano ou completamente diferente... o quanto terias crescido desde que nasceste, o quanto te tornarias mais linda ao crescer. A esta altura já teríamos ido à praia um par de vezes, já te teria apresentado o mar, a areia, a caminhada que faço... sei que nos acompanhas em todas as horas da nossa vida, lá do alto, lá no síto onde os anjos como tu moram. Ensinaste-me tantas coisas... estou-te tão grata e caminho na vida com a esperança de te encontrar de novo um dia
Amo-te

quarta-feira, Julho 09, 2014

...

...Realmente as coisas mudam, a vida muda... depois de certos acontecimentos de vida é bem verdade que quem éramos já não somos mais... quase 5 meses depois de ti, não me reconheço. Aquela que habitava em mim antes de ti, morreu contigo

quarta-feira, Julho 02, 2014

?!...

....Em que mês estamos mesmo????
Em dias como hoje chuvosos, cinzentos e tristes começo a perguntar-me se Portugal não se terá deslocado por qualquer força divina para o hemisfério Sul do planeta... farta de dias chuvosos, frios e tristes. Não era suposto estarmos no verão?

segunda-feira, Junho 30, 2014

Não dá...

...Não dá para imaginar a dor de perder um filho... por mais exercício mental que possam fazer é daquelas coisas que acho só passando. A dor de perder um filho é "A DOR". Corroi-nos por dentro, rasga-nos a alma. A dor da mãe que perde um filho é inimaginável... é tão profunda que é impossível de descrever por mais palavras que se usem.
Esta dor não passa, passa a fazer parte do nosso quotidiano, da nossa vida, faz parte de nós. Esta dor, só vai passar quando se voltar a encontrar com o filho que perdeu. Cada dia que passa na nossa vida é menos um dia de distância... o medo de morrer foi-se, tem dias até que se deseja morrer. Não há nada que amenize, não há nada que conforte... é um vazio imenso... mesmo quando nos rimos, quando brincamos, mesmo quando parecemos e estamos felizes esta dor está lá, é uma tatuagem feita a ferro e fogo. Nunca mais as coisas voltam a ser o que eram, nunca mais voltamos a ser o que éramos. Morre-se quando nos morre um filho. A vida passa a ter outro sentido, as questões relativisadas, o tempo passa a ter outro tempo.
Infelizmente sei o que é A DOR... perdi a minha filha há pouco mais de 4 meses e é impossível conter as lágrimas pela Judite de Sousa mas não apenas pela Judite mas por todas as "Judites" que existem no planeta. É uma dor inimaginável, anti-natura que devia ser proibida de acontecer... o meu coração junta-se a todas as Judites deste mundo...


sexta-feira, Junho 20, 2014

Não...

Não é preciso viver uma vida inteira para sentir o amor mais puro, mais verdadeiro... aquele que não espera nada em troca...
O Céu em festa hoje!
Hoje festejamos os teus 4 meses com um Céu de distância...
Amamos-te para todo o sempre

quinta-feira, Junho 05, 2014

3 meses, 1 semana e 6 dias...

... e Doi.

Doi tanto e é uma dor tão solitária... 
Doi a perda, a expetativa, a saudade de um futuro que não se vai ter, 
Doi por estar tão perto de a ter nos braços
Doi de ela ir-se assim sem explicação... 
Doi por a morte ser inconclusiva, 
Doi pelos ses, 
Doi pelo "onde é que eu falhei?" 
Doi por tanta coisa... 
Doi amar...