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quarta-feira, setembro 13, 2006

Guiness record

Deviam ter dado um Guiness Record ao médico que hoje me atendeu no centro de saúde...
Em qualquer coisa como 5 minutos, entrei, sentei-me e sentei o meu filho, esperei que ele chegasse, falei, recebi a receita e fui-me embora... aliás assim que o tipo se sentou (esteve a maior parte desses 5 minutos a andar de um lado para o outro a arrumar aqui e desarrumar ali) puxou logo do livro de receitas e da caneta (não sei se para me dizer que estava com pressa ou para me mostrar o cachucho de pedra amarela como que a reforçar a licenciatura em medicina) e sem olhar para mim e sem fazer uma unica pergunta escrevinhou logo ali a cura para os meus males.... rasguei a receita, não confio num medico que nem sequer olha o seu paciente... e é do tipo (por exemplo) ah! doi-lhe a cabeça então tome lá isto sem sequer perguntar a intensidade, a forma da dor ou sei lá o que é devido perguntar...
Foi das poucas vezes que fui ao medico ao centro de saúde, 99.99% das vezes vou ao privado, infelizmente se queremos ser bem tratados e atendidos é aí que temos que ir (e às vezes nem aí mas fica para outras conversas).
O tipo devia ser mais ou menos da minha idade e já tinha atingido um patamar que eu pensava ser atingido com alguns anos de trabalho, aquele patamar em que eles deixam de ser médicos e passam a ser uns bonecos mecânicos, passivos e insensíveis...
Hoje fiquei angustiada com o que li aqui e o que é triste é essa insensibilidade e passividade ser muito comum, mesmo em outros casos médicos com homens, mulheres e crianças... e no público muitos são os médicos que abusam dessa passividade e insensibilidade.
A médica que me fez a curetagem quando abortei (e, azar ou não, estava também de serviço quando entrei em trabalho de parto) devia estar num péssimo dia pois às 10h da manhã fartou-se de ralhar comigo por a médica que me atendia no privado me ter mandado fazer a curetagem nesse dia e depois ter trocado de turno. Eu estava extremamente infeliz como podem imaginar e não tinha culpa dessa mudança de turno mas o que é certo é que ela fartou-se de praguejar sobre isso e de não ter feito a curetagem mais cedo. Fiquei ainda pior...
Será que na licenciatura em medicina têm uma cadeira opcional que os ensina a ser assim??? digo opcional porque felizmente ainda há médicos de se lhe tirar o chapéu...
Perdoem este desabafo...

Adenda: O incrível disto tudo é que, tal como disse a Luísa no seu comentário, efectivamente a maioria desses médicos atendem no privado e quando exercem no privado são o cúmulo da simpatia e (ao que parece) extremamente competentes. Infelizmente escrevo com conhecimento de causa. A médica que me fez a curetagem foi a que me fez o parto... imaginem como fiquei quando soube que era ela que estava de serviço à maternidade nesse dia... curiosamente no parto não foi antipática nem simpática, simplesmente não falou comigo, parecia um espectro. Passado uns meses e porque ainda sentia bastante dor na cicatriz resolvi marcar consulta com ela no privado apenas porque achei que apesar de tudo ela deveria ser competente e que deveria ser como foi no parto, alguém muito sério, incapaz de sorrir... há gente assim muito competente. O problema foi que nessa consulta a médica extremamente simpática e sorridente, desdobrou-se em atenções e mimos tanto para mim como para o meu filho (que eu tinha levado uma vez que estava ainda exclusivamente a leite materno) . Fiquei capaz de lhe atirar com tudo em cima, tratá-la mal, sei lá mais o quê... esse tipo de pessoas enoja-me.
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